Secretaria Municipal da Saúde
Capital tem cinco hospitais municipais entre os 100 melhores do Brasil

O Hospital Gilson de Cassia Marques de Carvalho (Vila Santa Catarina) é um dos cinco equipamentos municipais na lista dos melhores do país (Acervo SMS)
A cidade de São Paulo tem cinco hospitais municipais na lista dos melhores do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde, em parceria com a Organização Panamericana de Saúde (OPAS/OMS), Instituto Ética Saúde, Conselho Nacional dos Secretários de Saúde e Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O resultado do levantamento, divulgado nesta sexta-feira (29), coloca São Paulo no topo da lista com unidades hospitalares municipais e estaduais em um estudo que ouviu também a população usuária dos serviços. “Isso para nós é muito importante, pois pelo sexto ano consecutivo, foi a população que elegeu a Saúde o melhor serviço público de São Paulo na pesquisa Datafolha, o que nos motiva a querer cada vez mais ouvir os usuários, além de investirmos em estrutura, inovação tecnológica e de práticas que são multiplicadas para outras cidades brasileiras”, celebra o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco.
Os Hospitais Municipais Carmen Prudente (Cidade Tiradentes), Gilson de Cassia Marques de Carvalho (Vila Santa Catarina), Infantil Menino Jesus, Dr. Moysés Deutsch (M’Boi Mirim) e Professor Mario Degni, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), cumpriram esses requisitos da avaliação, que teve início avaliando 5.279 hospitais com atendimento pelo Sistema Único de Saúde no Brasil. Desses, foram previamente selecionadas as unidades hospitalares com mais de 50 leitos e atendimento exclusivo pelo sistema público. A lista dos 100 melhores saiu depois de analisados os critérios técnicos e, posteriormente os 10 primeiros da lista.
Esse levantamento busca identificar modelos de excelência hospitalar na rede pública, considerando a estrutura e produção assistencial, além da eficiência operacional, segurança do paciente, qualidade do atendimento e a percepção de quem utiliza os serviços de hospitais gerais, adultos e pediátricos, unidades especializadas em cardiologia, oncologia, ortopedia e maternidade.
Os indicadores avaliados foram acreditação hospitalar, taxa de mortalidade ajustada, percentual de internações de alta complexidade, disponibilidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), taxa de ocupação e tempo médio de permanência dos pacientes internados. Critérios de eficiência hospitalar, compliance institucional e satisfação dos usuários também foram colocados.
SMS aposta na escuta do usuário para gestão eficiente em São Paulo
A classificação das unidades hospitalares brasileiras considerou a avaliação da população que utiliza os serviços pelo Instituto DataSenado, que ouviu pacientes e/ou acompanhantes em alta hospitalar, em novembro de 2025.
Na capital paulista, a rede hospitalar monitora em Business Inteligentes (BI) a pesquisa de satisfação da população. “Faz dois anos que adotamos um sistema totalmente digitalizado, com QR Code em painéis nas unidades hospitalares para que o paciente em alta faça a avaliação de sua internação. Neste ano, a automação ativa proporciona agilidade, pois em 1 minuto temos a opinião registrada em sistema”, explica a assessora técnica da Coordenadoria de Atenção Hospitalar (CAH), Iara Cristina Silva.
A pesquisa de satisfação na rede hospitalar municipal atual permite a gestão inteligente dos recursos investidos, aumenta a segurança do paciente, com a proteção dos dados conforme a legislação, permite a rastreabilidade, identificando a unidade em questão e o período do gargalo operacional.
Os critérios aplicados a essa avaliação do usuário dos hospitais municipais são padronizados em 100% da rede: Equipe Médica (avaliação da clareza nas informações e acolhimento clínico), Enfermagem (monitoramento da assistência contínua e cuidado humanizado) e Infraesturtura (limpeza, rouparia e qualidade da alimentação). “Tivemos um salto de 91% de aprovação, entre 2024 e 2026, com índices de ‘ótimo’ e ‘bom’, o que reflete o impacto direto da automação e facilidade de resposta”, comenta a assessora técnica.
Segundo a área, tanto as unidades de gestão direta (79,5% para 92,4%) quanto as geridas por Organizações Sociais de Saúde (OSSs) - 84,17% para 94,87% - evoluíram sobre a pergunta decisiva: “Você recomendaria esse hospital a amigos e parentes?” O BI aponta melhorias nas gestões e 95% de aprovação na conduta médica e diagnostica, 95% de satisfação no atendimento da enfermagem, além de redução no tempo de espera percebido na recepção. Esses dados embasam o plano de ação da gestão em curso neste ano. Mais treinamentos multiprofissionais, renovação de mobiliários, gestão das recepções são alguns dos pontos considerados como oportunidades para melhorar ainda mais os índices, como a humanização, a percepção de higiene e cuidado, conforto nas unidades.
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