Hospital do Servidor Público Municipal
30 de maio: Dia Mundial da Esclerose Múltipla
Imagine um telefone antigo: para que os dois lados possam se comunicar, é preciso que o fio esteja intacto.
Na Esclerose Múltipla (EM), o fio que permite essa comunicação entre os neurônios do sistema nervoso central está desencapado, prejudicando a troca de informações essenciais para o funcionamento adequado do organismo. Essa espécie de capa dos neurônios se chama bainha de mielina e o fato de ela ser danificada faz com que a EM seja classificada como uma doença desmielinizante.
A EM também é uma condição autoimune, ou seja, o próprio corpo é responsável pelo dano causado ao confundir as suas próprias estruturas com invasores.
Existem algumas formas pelas quais a EM se apresenta, que variam conforme a localização, a quantidade e a recorrência dos “desgastes dos fios”, chamados de “surtos”.
A causa da doença ainda não é compreendida totalmente, mas diversos fatores parecem estar relacionados, como infecções virais (vírus Epstein-Barr), deficiência de vitamina D, tabagismo, obesidade, presença de genes da condição, entre outros.
Os sintomas mais característicos da EM são: problemas de visão, de sensibilidade do corpo, de equilíbrio, de controle esfincteriano e de força muscular dos membros, o que ocasiona redução da mobilidade ou locomoção. Outros sintomas que podem estar associados são fadiga, déficits cognitivos e transtornos de humor.
Colaboração: Dra. Taís Benevides, Médica da Clínica de Neurologia do HSPM
Produção: Assessoria de Relações Institucionais
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